
No final da manhã de ontem (quarta-feira, 7), Dia da Independência do Brasil, a Guarda Municipal de Belém conduziu à Seccional do Comércio um grupo formado por cinco rapazes, sob a acusação de ter pichado um dos mais importantes monumentos históricos do Pará, construído em 1897 em homenagem à República.
O monumento fica na Praça João Coelho, que compõe o complexo da Praça da República, no centro de Belém. Populares procuraram o posto da GMB, instalado na praça, para reclamar do vandalismo ao patrimônio histórico.
O subinspetor Sidney Lobato, encarregado do posto, informou que os guardas ainda encontraram os cinco rapazes próximos ao local da pichação. Em poder dos jovens infratores foram apreendidas duas latas de spray.
De acordo com o escrivão Nunes, somente Anderson Melo da Conceição, de 24 anos, assumiu a autoria do crime. No monumento, ele escreveu com tinta preta “Viva a Revolução Social”, acompanhado do símbolo da anarquia. Foi lavrado o TCO com base no artigo 65, da Lei 9.605/98, onde o infrator poderá pegar uma pena que pode variar de três meses a um ano de detenção e multa. O mesmo artigo, em seu parágrafo único agrava a pena mínima para seis meses, quando o ato for realizado em depreciação de monumentos ou bens tombados em razão do seu valor artístico, arqueológico ou histórico.
Cemitério- Ainda no final da tarde de ontem (quarta-feira, 7), a Guarda Municipal de Belém deteve dois homens acusados de pichar o muro do antigo cemitério da Soledade, pela lateral da avenida Conselheiro Furtado. Os acusados são Diego Rafael Palmeira de Almeida, de 24 anos, e Johathan Silva, de 22 anos. Com eles foram encontradas duas latas de spray e uma lata de tinta. Os jovens foram conduzidos à Secional do Comércio, onde foi lavrado um TCO em que também vão responder por pichação ou grafitagem com base no artigo 65, da Lei 9.605/98.
Segundo o subinspetor Joel, assim como no episódio da Praça da República, a GMB foi acionada por populares. Os acusados alegaram que estavam fazendo um grafite de arte e não uma pichação. Mas, como não tinham autorização, os guardas municipais acharam mais prudente conduzi-los até a Secional.