TRABALHO – Cresce o número de ocupação no mercado de trabalho em Belém

TRABALHO – Cresce o número de ocupação no mercado de trabalho em Belém

O número de ocupados no mercado de trabalho aumentou no terceiro trimestre (julho a setembro) deste ano, alcançando 666 mil pessoas na capital paraense, que atuam tanto na formalidade quanto na informalidade. É o que revelou o estudo divulgado nesta quinta-feira, 5, pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A análise tem como base as informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram um aumento de 1,06% de ocupação no trabalho em comparativo com o segundo trimestre (abril a junho) de 2019. Também nos dados observados houve recuo de 5,35% no número de pessoas desocupadas na capital, correspondente a 106 mil pessoas.

Quanto à atuação de homens e mulheres no terceiro semestre, o estudo da Secon e do Dieese apontou que das 666 mil pessoas ocupadas com algum tipo de atividade em Belém, cerca de 367 mil pessoas eram homens (equivalente a 55,1% do total de ocupados) e o restante, cerca de 299 mil pessoas, eram mulheres (44,9% desse mesmo total).

Informalidade – Sobre o mercado informal em Belém, o estudo indicou que os chamados trabalhadores por conta própria somavam no terceiro trimestre cerca de 213 mil pessoas, 10,12% a menos que o verificado no trimestre anterior (abril a junho), quando o total de trabalhadores que estavam nesta mesma condição somavam aproximadamente 237 mil pessoas.

Já no balanço trimestral atual das capitais da região norte do país, Belém possuiu o segundo maior percentual da população ocupada no trabalho informal. “Das 666 mil pessoas ocupadas, cerca de 213 mil pessoas (32,0%) estavam na informalidade. O primeiro lugar ficou com Macapá, capital do Amapá, onde das 206 mil pessoas ocupadas cerca de 73 mil pessoas (35,4%) atuavam por conta própria, sem vínculo”, observou o supervisor técnico do Dieese no Pará, Roberto Sena.

Para o secretário da Secon, Rosivaldo Batista, “ambos os setores, formal e informal, contribuem para o aquecimento da economia local. Por isso, uma série de cursos de qualificação profissional e serviços de orientações aos empreendedores são ofertados pelo órgão municipal aos trabalhadores de Belém. A expectativa é ofertar ainda mais ações aos empreendedores da capital em 2020”.

Texto: Roberta Corrêa

INSTRUÇÕES – Trabalhadores da feira da Terra Firme participam de palestra sobre educação financeira

INSTRUÇÕES – Trabalhadores da feira da Terra Firme participam de palestra sobre educação financeira

“Para não me endividar, primeiro eu pago os fornecedores e nunca misturo o dinheiro do trabalho com o gasto familiar”. Essa é a dica do Ubiraci Nobre, que há 25 anos trabalha na feira da Terra Firme com a comercialização de goma, coco, tapioca e farinha. Apesar da experiência, o permissionário esteve nesta sexta-feira, 29, na palestra sobre Educação Financeira Familiar e nos Negócios, promovida pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Economia (Secon), na Paróquia São Domingos de Gusmão.

As orientações repassadas aos permissionários da Terra Firme fazem parte do Programa Municipal de Educação Financeira, que visa prestar instruções econômicas e orçamentárias aos servidores da PMB e também aos cidadãos assistidos pelos órgãos, como os feirantes e demais trabalhadores formais e informais da capital.

“Já repassamos as orientações aos permissionários do Complexo do Ver-o-Peso e agora estamos prestando esse serviço de utilidade pública aos trabalhadores da feira e hortomercado da Terra Firme. A meta da Secon é atingir o maior número de empreendedor possível”, observou o secretário municipal de economia, Rosivaldo Batista.

Entre os temas abordados na palestra estão educação financeira nos negócios, orçamento familiar e tipos de investimentos. Além disso, uma cartilha informativa voltada para a educação financeira também foi distribuída gratuitamente aos trabalhadores.

“Fiquei sabendo desse curso durante a ação Prefeitura no Bairro que ocorreu aqui na Terra Firme, resolvi vir e fiquei surpreendida, pois, além de aprender sobre organização dos negócios, também ensinaram sobre a educação financeira familiar voltada para as crianças”, revelou a vendedora de utensílios, Silvana Meireles, que levou a filha Hadassa Meireles, de 7 anos.

Acesso ao Público – Para quem deseja aprender um pouco mais sobre educação financeira, basta acessar a versão digital da Cartilha, disponível no site da Secon, pelo endereço eletrônico www.belem.pa.gov.br/secon 

Texto:Roberta Corrêa

MERCADO – Prefeitura promove Fórum Municipal de Desenvolvimento Econômico

MERCADO – Prefeitura promove Fórum Municipal de Desenvolvimento Econômico

Entidades do mercado formal e informal de Belém participaram, nesta quarta-feira, 27, da abertura do Fórum Municipal de Desenvolvimento Econômico, na Federação das Indústrias do Estado Pará (Fiepa). O evento, promovido pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Economia (Secon), oportuniza os diversos setores da economia local na participação de um Plano de Desenvolvimento Econômico. A programação prossegue até quinta-feira, 28, na Escola Superior da Amazônia (Esamaz).

“Temos aqui as representações de 90% do PIB de Belém, que estão interagindo com o poder público municipal com sugestões para a expansão econômica da capital para os próximos quinze anos. Essas informações se transformarão no Plano, preparado com a ajuda de todos esses setores”, explicou o Titular da Secon, Rosivaldo Batista.

Mercado formal – Segundo dados informados pela Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomércio) e Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindlojas), o PIB da capital paraense gira em cerca de 29 bilhões de reais. “O setor de comércio e serviço contribui com 56% do valor adicionado do PIB municipal, e emprega ainda 57% da mão de obra com carteira assinada, por isso, a importância de ouvir esse segmento que tanto contribui com a economia local”, destacou a representante dos presidentes da Fecomércio e Sindlojas, Lúcia Cristina Lisboa.

Quanto às projeções futuras, o Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon), analisa um cenário positivo para os próximos anos. “O mercado imobiliário e da construção civil já está em recuperação. Quanto mais obras novas, mais empregos diretos e indiretos que alavancam e aquecem a economia de Belém”, observou o representante do Sinduscon, Bruno Mileo.

Mercado Informal – O presidente do sindicato dos peixeiros de Belém, Fernando Souza, destacou a continuidade de cursos de capacitação e linhas de crédito para os trabalhadores das feiras e mercados municipais. “O incentivo financeiro pode ser uma ajuda para comprarmos mercadorias e também equipamentos, oferecendo assim serviços competitivos aos nossos clientes”, disse o trabalhador que atua há 41 anos no mercado de peixe do Ver-o-Peso.

Já para o presidente do sindicato dos trabalhadores do mercado informal, Raimundo Raulino, os investimentos na infraestrutura do centro comercial histórico de Belém são fundamentais. “É importante para o resgate dos frequentadores do espaço, beneficiando tanto os lojistas quanto os ambulantes”, analisou o trabalhador.

Investimentos – Conforme dados da Secon, cerca de 250 mil pessoas atuam no mercado informal em Belém. “Um número bastante relevante. Por isso, a Prefeitura tem dado uma atenção especial a esse segmento, padronizando os equipamentos nas feiras e mercados, aumentando as linhas de créditos pelo Fundo Ver-o-Sol, e ofertando, gratuitamente, cursos de capacitação profissional aos trabalhadores em expansão na Sala do Empreendedor da Secon. Essas ações  da PMB certamente já refletem em projeções positivas para o mercado financeiro”, explicou o Secretário de Economia.

Outro projeto da Prefeitura de Belém envolve a requalificação do centro comercial histórico de Belém, e consta, incialmente, com a recuperação da via e calçamento da Rua João Alfredo, além da padronização dos 250 equipamentos dos trabalhadores informais da área. A obra deve aquecer ainda mais a movimentação e as vendas no espaço.

Texto:Roberta Corrêa
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COMÉRCIO – Permissionários da João Alfredo conhecem o projeto da Prefeitura de revitalização da área

COMÉRCIO – Permissionários da João Alfredo conhecem o projeto da Prefeitura de revitalização da área

A Prefeitura de Belém convidou os permissionários que atuam no corredor da rua Conselheiro João Alfredo para apresentar o projeto de revitalização do local. A reunião ocorreu na tarde desta quarta-feira, 20, no Mercado de Carne, localizado na Boulevard Castilho França.

Técnicos e engenheiros das Secretarias Municipais de Urbanismo (Seurb), Economia (Secon) e Saneamento (Sesan) e da Fundação Cultural de Belém (Fumbel) explicaram detalhadamente como será realizada a reforma da área, que irá abranger a João Alfredo entre a avenida Portugal e travessa Frutuoso Guimarães. A requalificação da área passará por nova iluminação, calçadas e a padronização de 250 barracas.

“Estamos com todas as secretarias envolvidas no projeto para tirar as dúvidas e ouvir sugestões dos trabalhadores. O objetivo é a parceria da Prefeitura com os trabalhadores, caminhando e trabalhando em conjunto”, disse o titular da Secon, Rosivaldo Batista.

Foi criada uma comissão de acompanhamento da obra, integrada pelos permissionários da área. Após a apresentação, os trabalhadores tiveram o momento de fazer perguntas e tirar as dúvidas com a equipe da Prefeitura.

Trabalhando há mais de 28 anos na avenida João Alfredo, Robson Charle, presidente da Associação dos Ambulantes do Centro Comercial (AACCB), saiu satisfeito com o que foi apresentado. “O importante é que foi dada a oportunidade do trabalhador participar desse debate sobre a revitalização. É importante nós participarmos dessa negociação e estamos aguardando que o projeto seja executado”, disse.

Reforma da João Alfredo

Texto: Victor Miranda