ACESSIBILIDADE – Escolas municipais são adaptadas para alunos com deficiência

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  • Na Sala de Recursos Multifuncionais os alunos têm acesso a diversas atividades.

“Sempre tem alguém pronto para me ajudar, mas consigo percorrer o espaço da escola sozinho e a rampa facilita muito a minha vida”, declarou o estudante Vitório Fernando Lima, de 13 anos, portador de deficiência visual, ao se referir a acessibilidade na unidade de ensino onde estuda, no bairro de São Brás. “Ando na rampa sozinho e sei chegar até a sala de aula, mas a estagiária está sempre por perto”, completa o adolescente, que cursa o 6º ano na escola municipal Manuela Freitas, pertencente à Secretaria Municipal de Educação (Semec).

A unidade de ensino é uma das 35 escolas da rede municipal totalmente adaptadas às necessidades especiais dos alunos. “O Vitório é um excelente aluno e muito esforçado. A deficiência visual não impede o aprendizado dele, pois a audição e o tato dele são mais aguçados e assim ele aprende rápido”, conta a professora Iraneide de Holanda, responsável pelo apoio aos alunos com deficiência na Sala de Recursos Multifuncionais.

Na companhia da estagiária, Vitório se desloca dentro da escola.“Aqui eles são inseridos em todas as ações educativas, pois a Sala possui atividades que são adaptadas especialmente para eles, de acordo com cada necessidade. Sinto um prazer imenso em poder contribuir com o desenvolvimento de cada um desses alunos”, declarou a professora.

Na Manuela Freitas, a acessibilidade está presente em todos os espaços da unidade de ensino, incluindo salas de aula, bibliotecas e acesso ao andar superior. Reinaugurada no início deste ano, após reforma, a escola possui rampa, corrimão, piso, banheiros e portas adaptadas, além de corredores espaçosos. “Após a reforma, a unidade foi entregue toda adaptada e pronta para receber os alunos, incluindo os que necessitam de acessibilidade. É muito gratificante poder contribuir com o ensino e educação desses alunos em um espaço completo e preparado especialmente para as necessidades especiais”, declarou Maria Flaviana Couto, diretora da escola.

A rede municipal de ensino de Belém possui, no total, 199 espaços educacionais, incluindo escolas e unidades pedagógicas e de ensino. Com relação somente ao número de escolas, no total são 127, sendo 35 com acessibilidade, e 92 ainda não adaptadas, mas que em breve serão adequadas. Das 35 escolas com acessibilidade, 29 são de ensino infantil e fundamental e seis são  unidades de educação infantil. “Todas as escolas do município que estão sendo reformadas serão entregues equipadas com todos os elementos para acessibilidade do aluno com deficiência. Temos escolas prontas com rampas e banheiros, barra, corrimão e estrutura física com mais espaço. Os ônibus que atendem a rede de ensino também são adaptados com tecnologia moderna, com controle remoto e elevador com plataforma que vem até a calçada e facilita o acesso do cadeirante ao coletivo”, explicou a secretária municipal de educação, Socorro Aquino. “Hoje ainda não temos a acessibilidade em toda a rede de ensino, mas isso não significa que as crianças não sejam atendidas. Se uma escola da rede não tiver espaço físico para o atendimento, nós encaminhamos esse aluno para um dos polos da secretaria que possui estrutura para recebê-lo”, ressaltou.

Adequar todas as escolas municipais para as necessidades dos alunos especiais é uma das prioridades da Semec. “Essa não é uma iniciativa nova, pois a Prefeitura de Belém já vem investindo nas reformas das escolas visando adequá-las à acessibilidade dos alunos com deficiências. Isso mostra a preocupação da prefeitura em oferecer uma educação inclusiva em um espaço totalmente adequado”, destacou. Atualmente, a rede municipal de educação possui 1803 alunos especiais matriculados.

Programa – As secretarias de Educação interessadas em inscrever escolas para participarem do Programa Escola Acessível, do Ministério da Educação (MEC) têm até o dia 9 de novembro para enviar o pedido de adesão. Por meio da iniciativa, as escolas públicas podem receber recursos para realizar reformas e viabilizar o acesso de estudantes com deficiência ao ambiente escolar.  O Programa visa promover condições de acessibilidade ao ambiente físico, aos recursos didáticos e pedagógicos e à comunicação e informação nas escolas públicas de ensino regular. “Cadastramos 53 escolas no Programa e agora estamos ansiosos aguardando o resultado junto ao MEC, pois é um recurso de 688 mil para investimentos na adaptação das escolas do município”, comentou a secretária Socorro Aquino.

“O dinheiro investido pelo  Programa é proporcional ao numero de alunos e esse valor não vem direto para  a prefeitura, ou seja, vai direto para as escolas beneficiadas. A função da secretaria é de apenas auxiliar a escola e acompanhar o processo para a acessibilidade nos espaços de ensino. É importante destacar que a resolução do MEC veio para ajustar os recursos, mas muito antes o município já vinha cumprindo as orientações exigidas pelo ministério”.

Por Noely Lima

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